No Carro
Ela: Estou tão satisfeita com o trabalho.
Eu: Ainda bem, fico muito feliz!
Ela: Até de chefe me chamam.
Eu: Sim senhora, chefe, mas isto é muito bom!
(…)
No gabinete médico
Ela: Senhor doutor, estou a trabalhar!
Ele: Como voluntária não é?
Ela: Agora é a contrato.
Ele: Ah, muito bem, continue assim!
Eu: A Dona G. está a sair-se muito bem no trabalho, ela lá é conhecida por chefe.
Ele: É bom saber!
(…)
Ele: Estou a ver que os seus níveis sanguíneos estão a normalizar, há quanto tempo está sem consumir?
Ela: Vai fazer três meses.
Ele: Muito bem, mais uns meses… os seus níveis ficam iguais aos de uma pessoa que não ingere álcool.
Ela: Quer dizer que estou a ficar boa, senhor doutor?
Ele: Está a ir no bom caminho, continue assim!
(…)
No carro
Ela: O médico gostou de me ver!
Eu: Claro, a senhora está a melhorar a olhos vistos, Parabéns!
(…)
Eu: Eu reparei que disse ao médico que está sem consumir há três meses. Quero que saiba que estou muito orgulhosa de si! Teve coragem de dizer a verdade ao médico na minha frente, mesmo sabendo que eu pensava que era há mais tempo. Estou mesmo orgulhosa de si!
Ela: Eu tinha de dizer a verdade.
Eu: Mas podia não ter dito a verdade por eu estar ali, por isso fico contente por ter dito a verdade.
Ela: Há tempos, quando me perguntou se eu estava a beber, eu fiquei tão envergonhada porque lhe estava a mentir. Aí tão envergonhada que eu estava. Depois pensei que não tinha necessidade disso e decidi parar de vez. Quando comecei a tomar a medicação reduzi, passei a beber um a dois copos por dia, agora até enjoa-me o cheiro a bebida.
Eu: O que interessa é que agora disse a verdade e confia em mim e que estou aqui sempre pronta a ajudar-lhe, seja qual for a verdade. Sabia que faz muitas pessoas ficarem felizes por estar a melhorar?
Ela: Sei, sim senhora, então não sei.
Eu: É sinal que gostamos de si e confiamos em si.
(…)
Ela: Agora estou a fumar menos.
Eu: Boa, isto é uma óptima notícia!
Marlene Costa
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